sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Minha Papoula.


As credenciais de um sorriso fica do lado oferecido
A boa vonatade do doador, permanece na vontade e não na ação.
Mas na minha Papoula tudo é diferente.

Lá brincamos de ser iguais, sabendo que somos diferentes
Lá encontramos concordância nas individualidades dos segredos
E onde mesmo sobre as rédeas da consciência
Permanecemos inconscientes da felicidade

Na minha Papoula não existe tempo
Como é bom ter uma flor eterna
Onde sempre é primavera
E entorpecemos naturalmente com as surpresas

Vivendo as épocas mais felizes ao mesmo tempo
E nos livrando aos poucos de nós mesmos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Condições


Não me disseram o que podia acontecer
Não me disseram que havia medo
Não me mostraram verdades homólogas
Me evidenciaram as mentiras análogas

Não me convenceram do contrário
Não me motivaram para frente
Não me consideram falso em essência
Mas me tornaram o realmente


Não me considere parte de um plano
Pois sou puro e consequente
E mesmo sobre uma única saída
Ainda existo como fator de condição.

Stefano G. Machado

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nunca vou me despedir...

Perdi uma tormenta de emoções boas
Na pouca hora de compreensão
Ontem o silêncio foi aterrador em meu mundo
Você deixou destacado a parte atormentada da dor em mim

Amigo, você não me deixou...
Amigo, você não teve a escolha...
Amigo, a falta está na ausência e não na dor...

Vou te levar comigo, pois na eternidade do meu amor você ainda sorri e podemos juntos ainda compreender...


Stefano G. Machado

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Minha Morte de Cada Dia



Outras sombras em cada noite
Outras vidas em cada dia
A quanto tempo não me chamaram mais pelo meu nome
Meu verdadeiro nome
Meu nome de homem
Meu nome de Deus
MEU NOME
Entardeci cedo demais
Sobre um véu de noite e de dia
Quando me falam que envelheci
Demonstro em mim as fases da vida
A minha senescência de cada hora
Eu me tornei homem nos meus conselhos
Me tornei cor nas horas de sonhos
Hoje não me torno mais
E morro
Morro todo dia
Como um crepúsculo numa tarde comatosa de inverno
Como o sexo de uma borboleta colorida
Como o som final de uma cigarra
O último resquício de uma vida
A primeira fonte de vida eterna

Stefano G. Machado

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A epítome do Leviano


Sabemos exatamente quando algo não nos importa, mas quanto?

A medida que o peculiar torna-se familar acontece o fenômeno do costume. Talvez seja uma adaptação humana, mas muito dispensável.

A frieza seria, sobre este pressuposto, o costume ao abominável?

Onde fica o "humano"? O que é o" humano"?

Somos o reflexo do divino, mas filtramos tanto a sua luz que pouco restou de seu brilho...

O ser humano perdeu a pureza por sua própria criação, escondem seus rostos em suas formas e hipocrisias, condenam seus iguais apor suas diferenças sendo que o próprio pelo ponto de vista de outrem também é diferente. O ego é o farol de cada um, mas quando ele serve apenas para guiar sua própria embarcação ele desaparece para os outros.

Então pense...

O leviano acaba sendo vítima da própria arma.

Enquanto quem não possue os filtros na alma acabas por receber a luz completa do reflexo "divino" e contribui para guiar qualquer barco perdido no "nada".


Stefano G. Machado

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Vazio


Hà alguns meses atráz se você me perguantasse se eu preferia a solidão à companhia a resposta sairia quase que instataneamente: NÃO!!!!!

Mas ha pouco eu conheci o vazio....

Como muitos pensam (e é de se esperar), o vazio remete ao nada. Errado!!!!

O vazio é a ausência o nada é a presença dele mesmo. O nada existe, o vazia é a inexistência e como é bom inexistir.

Tive medo ao encará-lo quase mas aí percebi que anão precisava sentir, pensar, simplesmente você é a ausência pura. (Foi uma das melhores sensações que eu já senti.)


Como cheguei lá?

Aaa!!! Meu(minha) caro(a)!!!!!
O vazia vive em todos nós está palpável e é seguro.

O vazio está na ausência de pensamentos, reflexões, instintos...

Voltamos a ser a natureza real das coisas e, a partir daí os pensamentos são meras ferramentas e nunca nos trairão.


Stefano G. Machado

quarta-feira, 14 de julho de 2010

As benção do morto-vivo.


Determinando as viradas

Conduzi-me a perdição

Tantos "sims", tantos "sims"

hoje "nãos", hoje "nãos"

E nas horas perturbardas

Fui eu mesmo a tradição.


Entre as caras e as caretas

Entre as maçãs e as maçanetas

Onde ficou a saída desta ordem cubista?


Em meus estados altruístas

Existem um modelo de cor

Traição é o pecado

O que dirá do traidor

Sobre as asas de um girassol

Ou mas pétalas de um beija-flor

O formato é perfeito

Quase tão calculista quanto a quantica de Deus.


Stefano G. Machado