quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A métrica dos mortos...

red
Tic tac, tic tac...

Ouçam o barulho dos tambores da morte

tic tac, tic tac...

Eles não chamam por seu nome

Tic tac, tic tac...

Mas cada cadência te deixa mais perto

Tic tac, tic tac

E o mundo segue o ritmo, por medo de seu chamado

Tic tac, tic tac...

Fingindo não ouvir e andando em sua direção

Tic tac, tic tac

Tic tac, tic tac

Ouçam a canção do fim

Pois o tempo é criação do homem

E também sua destruição para a eternidade

Tic...


Stefano G. Machado

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As coordenadas de um coração perdido...


As folhas foram jogadas ao vento numa tarde de outono, onde os passaros preparavam a revoada ao sono do sol...

As coisas são assim: no lilás de um crepúsculo encontramos as saídas e as entradas, os medos e desejos, os sonhos e pesadelos. E mesmo depois de acharmos o que tráz a felicidade não a econtramos dentro dela mesma...

Quantas lágrimas derramamos até perceber que não devemos fazer os outros sofrerem?
Quantos segredos revelamos até aprendermos a guardar os segredos alheios?
Quantas vezes partiram nossos corações até percebermos que o coração não se deve partir?

Quando encontramos a forma perfeita (meio pedra filosofal) de cuidar daquilo que te faz feliz, percebemos que a felicidade não está naquilo mas no próprio ato de cuidar. Aprendi com lapsos que a dor é um passageiro antigo dos sonhos. Aprendi que não se esconde o que se sente por medo de ouvir um não porque um não fara apenas uma pessoa sofrer, mas um sim trará a felicidade a duas.

A certeza, só há uma, A morte.

Então viva. Viva no limbo caótico de todos os dias porque viver é agradecer todos os dias às pessoas que você ama e que amam você. É como você ter certeza de que há felicidade no mais ínfimo sonho e que este tem a capacidade de se tornar real. E nada melhor que uma realidade adocicade de ilusões bem dosadas..

Tenho alguém pra agradecer em meio a esta açucarada lição:

Quando você me falar de coisas impossíveis e eu não acreditar saiba que o fato de você acreditar nelas já a tornam real pra mim. Quero participar dos teus sonhos sendo parte deles. Sendo sem medo os próprios.
Então quando vocÊ pegar meu coração, e mesmo escondendo ele de mim, eu nunca vou poder dizer que estou perdido...

O fato de tudo o que eu possa sentir está com você já me d´as coordenadas certas pra felicidade... e me faz acreditar em um amanhecer!!!!!!!!!!



Stefano Machado aprendendo denovo a andar em caminhos extranhos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Porta Retratados



Quando me prenderam as lágrimas no vazio do sono eu suspirei. Suspirei por orgulho talvez, mas não importa mais.

Aquelas lágrimas tão valiosas das quais fui privado, me mostraram exatamente o que eu precisava. Observando o mundo por eliminação (claro), eu percebi que a dor é apenas um vazio de vozes (ou prazeres) e que neste vazio se encontra o melhor dos presentes que se pode esperar do mal, a compreensão.

Eu deveria sofrer, mas quando olho o que me causaria uma centelha de sofrimento eu vejo um motivo maior pra acreditar que há algo melhor, ou talvez não. Mas só acreditar (mesmo sem acreditar, só por convenção) já me causa esperança (sintoma de tolos e sábios).

Hoje enquanto olhava distraidamente as fotos do passado eu vislumbrava presentes cada vez mais remotos, até que uma me chamou a atenção e me fez cair em meus próprios caminhos. Descobri o quanto ser passional é desinteressante... As pessoas me falavam que eu nunca deveria mudar (e não vou, com relação a isso claro), mas fui analisar as burradas cheias de sentimentalismos baratos que inflam a minha história.

Vamos ser sinceros, as histósrias repetitivas inerentes as características quase esotéricas da minha personalidade encheria as convenções astrológicas de provas acerca do horóscopo ou coisa parecida. "Tá eu acredito nisso!"


Mas enfim, falava das lágrimas e perdi a linha do raciocínio, terminar logo este monólogo chateador. Quando eu percebi quantas lágrimas havia derramado eu cheguei ao concenso de que grande parte do sofrimento eu poderia ter evitado e hoje eu vejo que o passado tem que permanecer lá (nas fotos antigas), o presente somente dependente de meu livre arbítrio e o futuro... hum... Deixa esse pra quem deseja saber. Enquanto isso só desejo trilhar devagar e saborear o ar das campinas e o sol da manhã (e que bela manhã de vida).



sábado, 23 de janeiro de 2010

Senhor "S"


Do que vale se adiantar em todas as jogadas se você não aprender o sentido de jogar...
Eu sabia que este dia cedo ou tarde chegaria e que como sempre nunca estaria esperando (a surpresa é uma terra odiosa e amável).
Não sei se te beijo ou te afundo no piche de meus dias, nesses dias onde a rotina sufoca tanto que não se tem tempo pra se ter tempo. Eu me sentiria bem melhor se soubesse ler você como um vidente, em seus truques eu revelaria os seus segredos e nada poderia me impedir de descobrir a vontade por traz dos planos ou talvez das lágrimas que se passaram depois de mim.
Eu tenho medo, sou um ser humano afinal, e tento não errar quando consigo discernir o caminho. Mas quando tudo tá escuro qualquer lado é caminho, qualquer direção é seguível e nenhum lugar é seguro.
As vezes me pego rindo sabe? Naqueles sorrisos bobos e inocentes que são livres para não tornarem-se percebidos e são sinceros o suficiente para transcorrer em paz, me pego sorrindo talvez na esperança de que possa ser verdade, ou só a lembrança perdida de um beijo perdido num lugar perdido.
Tinha muitas palavras programadas para te fazer sofrer, mas estou em colapso. Eu travei no horizonte de seu encontro, eu travei em todos os momentos em que você resolveu mudar. Até quando acreditava que sua metamorfose não pudesse atingir-nos (isso me tirou a credulidade de que eu poderia ser eterno em você) eu não conseguia te fazer sangrar (a mera cogitação era assustador).
Não tente me provar nada.
Você errou em não perceber
Eu errei em julgar
Erramos em acreditar em "pra sempres"
Mas acertamos naquilo que mais valeu a pena (e que pena hein?!)
Quando sentir-se preparado a me olhar nos olhos, tente ser um pouco mais vidente. Não olhe mais aquilo que você quer ver, mas aquilo que realmente está lá. Eu te dei tantos sinais, te mostrei tantas vezes como não errar. Hoje acredito que você aprendeu em todos os passos que não deu e mesmo quando o destino te fez virar a curva, mesmo quando causamos esta curva em perceber que não podíamos sequer ser amigos, mesmo quando tentei fugir pra o mais distante que pude de você, eu percebi que fazia tudo isso (inclusive seguir meu caminho sozinho)porque eu queria te ver em paz.

Enquanto você interrogar o coração senhor"S" eu estarei ainda em busca do que é verdade, estarei experimentado o sabor da vida, sorrindo e chorando, estarei vivendo. Interrogue o quanto quiser, mas nesses anos de vida eu entendi que até o amor mortal tem fim e pode dá lugar a sentimentos não mais nobres, mas complementares e somente isso.

Duvide de tudo nesse momento a anistia é total. Mas não deixe ter medo, não há dúvidas em nossas histórias.

Me embale como quando só havia nós dois e você me dizia com palavras simples aquilo que eu queria ouvir, quando cansávamos juntos da vida e fazíamos planos. Até eu dormir e perceber depois que você parou a noite só pra me olhar em meu sono pesado.
Não quero me lembrar do que foi ruim, nada mais importante do que descobrir, que havia verdade em tudo. Mesmo sem entender o porquê.

Me embale em sua voz de noite. No escuro fendido pela rua nas janelas. Depois de haver amor em ato e me deixe dormir e sonhar com você mais uma vez.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Arquiteto de obra Pura


Eu sei que algo ainda falta...

A felicidade vem em ondas esculpidas em mármore

A tristeza em lâminas de bronze

Arcaria com a construção de pirâmides em seu coração

Mas as terras são suas

Posso montar as maravilhas da humanidade

E destruir as mazelas

Mas as terras são suas

Quando você quiser permitir

Faça-o

Só não esqueça que existem muitas terras

O mundo é vasto

E quando você permitir

Já tenha feito os jardins suspensos em outro lugar

E pra você só sobre admirar.





Stefano Machado confuso

domingo, 17 de janeiro de 2010

A lei do Retorno para o que não se foi...


A arte de teu momento é me deixar sem momento

Parece traduzir minhas palavras e sentimentos

Por sobre ao vento como a me zunir

As balas perdidas me trouxeram aqui


Eu, meio frouxo e cansado

Pelos tombos da vida, desacreditado

Quanto ao pecado, cicatrizada a ferida

Quanto ao retorno, causa perdida


Bem satisfeito com a fachada imposta

Pouco sujeito a ficar sem resposta

Mas pela proposta que me deixa sem jeito

Você me encosta e eu me deleito


Quando em seu semblante me encontrar em seguida

Tão itinerante em vindas e idas

Que meu coração de batida inconstante

Sumirá em bolhas de refrigerante

Eu velarei ainda a partida

Enquanto você viverá o instante.







Stefano Machado, a distância aproximando o passado, presente?

domingo, 27 de dezembro de 2009

Amoroína


Te encontrei por acaso
Meu você, meio a mim, meio nós
Te achei a princípio descartável
Te achei distante e superlativo
Nem queria te experimentar
Mas olhei ao redor
Te senti em teu chamado
Me doei em tua vontade
Te provei e só daí percebi meu pecado
Era perfeito
Cada gota coloria a espera
Cada figura tatuava em mim a vontade
Me inebriava em teu sorriso
Me viciava em você
E cada prova me deixava marcas
E as marcas se tornavam eternas
Mas eu precisava de mais
E tinha somente metade
Me achava em tua procura
Era necessária a tua dose
Bendito sejam os avisos
E as janelas quando se fecham as portas
Minha razão te venceu
No jogo perigoso que se formava
Enquanto as portas se fechavam
Meu tormento sobre a mesa
Me criava a certeza da ação
Como posso fazer para desaparecer?
Então de um gesto vazio
E cheio de coragem
Mesmo precisando fatalmente
Te lançei no meu abismo
Não pra te esqueçer
Mas pra te matar quanto a vício
E te criar como deve ser.


Stefano Machado entrando em luto.