Quem disse que tudo não poderia ser diferente?
Quem disse que o meu verdadeiro nome seria tão mortal quando o dado em meu batismo mundano como mera identificação topográfica dentro de uma sociedade?
Quem disse que eu deveria seguir um padrão heterossexual, casar, ter filhos, ser politicamente correto (e falso moralista), gostar de novelas das oito, ler a Bíblia?
Quem disse que eu deveria ver tudo a cores mesmo estando deliberadamente descolorindo borboletas?
Quem disse que eu não poderia urinar no poste?
Quem justifica esta loucura de regras infundamentadas?
Eu não fujo a regra, fujo delas.
Não me deixo prender numa visão que me impuseram a ver
Sou um pensador ilegal
Porque sou livre
Penso com liberdade
E na liberdade não existe condições.
Stefano Machado vendo por tráz pra tráz
sexta-feira, 27 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Monólogo de uma verdade incognata...
Ainda que os pobres e sombrios silenciosos se condenem, eu não o faria...
Não que seja falso moralista ou somente moralista
Mas sou...
E isso não importa, porque não me importo
Feche a porta. A conversa é entre nós dois!
Onde estavam suas palavras ganhei somente o desalento do vazio...
Propriamente dito ou simplesmente ele mesmo
Condições essas que me impuseram frente a frente com minhas convicções
(também vazias)
E as coisas que existiam entre eu e você e transfiguraram o infinito hoje é apenas o espaço do silêncio
E o tempo que ansiava entre o despertar e a lembrança é somente a espera
Já me considerei mais realista, hoje sou só real.
Antes o medo
Hoje nem aquilo que me encara a face me faz temer.
Eu simplesmente destaquei de mim as coisas que fariam parte de um futuro feliz e vazio...
Prefiro acreditar em uma felicidade completa
E nela a solidão é a única companhia aceitável
A solidão não acompanha os felizes
Mas acompanha os que a escolhem
Sou convicto de minha dilatação diletante
E ela é espaçosa
Talvez você me ache prepotente ou duro
Mas na verdade eu vejo em você aquilo que você esconde
Aquilo que ninguém tem coragem de dizer
Sou uma verdade
E para aqueles que se escondem de mim só tenho algo a dizer
Seja aquilo que diz ou simplesmente não seja nada...
Stefano Machado... Será???
quinta-feira, 14 de abril de 2011
As vezes os garfos deveriam ser colheres
Me perguntaram há alguns dias "Qual a verdadeira razão da felicidade"?
Nossa! Me espantei pela profundidade da pergunta, mas pelo contexto exigia-se uma resposta simples, aliás simplória... Embora meu cérebro tivesse absorvido de forma irregular aquele questionamento... Me perguntei por dias: Pra que ser feliz? Afinal tudo parte de uma questão de interpretação individual, sendo este o ponto crucial da minha reflexão a postiori.
A felicidade é uma conclusão de fatores próprios criados a partir de contextos e ideossincrazias que vão se concretizando com o tempo pra formar o modelo ideal de futuro... Aí está o erro de grande parte da humanidade: MODELO IDEAL DE FUTURO!!!!!!
Ou seja, esqueça do trabalho, não invista em seu relacionamento, não pague as suas dívidas e sobretudo não ame o próximo... Se a felicidade reside de fato no futuro, nunca chegaremos lá... Futuro é só uma manisfestação de nossas condições mentais e pra aqueles que "dormem" o futuro é puramente inatingível...
Mas se felicidade é um fator próprio por que não condicioná-la ao presente? Idealizações não percisam necessariamente seguir o paradigma do tempo...
Aprendi que a ética se baseia em se questionar: Eu devo? Eu posso? Eu quero?
Quando a resposta for positiva nas três estaremos sendo éticos.
E a felicidade onde se enquadra?
No condicionamento...
O ser humano usa o garfo pra comer educadamente e mesmo assim reclama de boca cheia. Oras, por quê?
Escolhemos os garfos pra podermos parecer elegantes, mas com a colher conseguimos maiores porções no prato da felicidade...
Stefano Machado almoçando consigo mesmo (Adilha)... :-)
Nossa! Me espantei pela profundidade da pergunta, mas pelo contexto exigia-se uma resposta simples, aliás simplória... Embora meu cérebro tivesse absorvido de forma irregular aquele questionamento... Me perguntei por dias: Pra que ser feliz? Afinal tudo parte de uma questão de interpretação individual, sendo este o ponto crucial da minha reflexão a postiori.
A felicidade é uma conclusão de fatores próprios criados a partir de contextos e ideossincrazias que vão se concretizando com o tempo pra formar o modelo ideal de futuro... Aí está o erro de grande parte da humanidade: MODELO IDEAL DE FUTURO!!!!!!
Ou seja, esqueça do trabalho, não invista em seu relacionamento, não pague as suas dívidas e sobretudo não ame o próximo... Se a felicidade reside de fato no futuro, nunca chegaremos lá... Futuro é só uma manisfestação de nossas condições mentais e pra aqueles que "dormem" o futuro é puramente inatingível...
Mas se felicidade é um fator próprio por que não condicioná-la ao presente? Idealizações não percisam necessariamente seguir o paradigma do tempo...
Aprendi que a ética se baseia em se questionar: Eu devo? Eu posso? Eu quero?
Quando a resposta for positiva nas três estaremos sendo éticos.
E a felicidade onde se enquadra?
No condicionamento...
O ser humano usa o garfo pra comer educadamente e mesmo assim reclama de boca cheia. Oras, por quê?
Escolhemos os garfos pra podermos parecer elegantes, mas com a colher conseguimos maiores porções no prato da felicidade...
Stefano Machado almoçando consigo mesmo (Adilha)... :-)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Salvaguardando horas e retóricas...
Desenhando um painel de vidas (minhas vidas), eu tentava procurar respostas. Daquelas comparativas, usuais... Pobre de mim, respostas que exigem mais perguntas não respondem questões, incitam a curiosidade e disso eu entendo muito bem...
Os meus medos se baseavam em buscas frustradas, hoje simplesmente os aboli... Os medos e as buscas...
Enquanto traçava padrões assimétricos e comparativos eu montava simplesmente uma arte que imita, mas a arte não imita a vida ela simplesmente a é.
Ora feito, ora desfeito, ORA!!!
O que importa?
Se os lugares em que você não está são somente aqueles que aparecem... O padrão dos sentidos respeitam a negação e simplesmente rejeitam as possibilidades... Tudo é possível o real é ilusório... Simples, questão de quântica... Coisa da qual eu simplesmente cansei de tentar explicar...
...
Não neguemos os sentidos, eles são as portas para o real, mas enquanto dormimos, os sentidos estão semi funcionais e o real é somente uma projeção onírica das possibilidades de tudo...
sábado, 25 de dezembro de 2010
Metonímia...
Ontem eu morri
Morri por viver demais
Ontem eu achei todas as cores no mesmo lugar
Ontem eu sorri e chorei
Ontem fui arremeçado aos confins do universo
Pela sua preposição egoísta
Teus pronomes pessoais
Ontem me disseste tudo nas palavras não proferidas
O segredo tornou-se tão público quanto disseminado em minhas veias
Descobri que te amar é um castigo
E serei castigado por anos afinco
Quando finalmente eu encontrar uma forma de ser seu em mim
Ou uma forma de me ser em ti
Eu deixarei de ser sacrifício
E passarei a ser andorinha.
Stefano G. Machado
Morri por viver demais
Ontem eu achei todas as cores no mesmo lugar
Ontem eu sorri e chorei
Ontem fui arremeçado aos confins do universo
Pela sua preposição egoísta
Teus pronomes pessoais
Ontem me disseste tudo nas palavras não proferidas
O segredo tornou-se tão público quanto disseminado em minhas veias
Descobri que te amar é um castigo
E serei castigado por anos afincoQuando finalmente eu encontrar uma forma de ser seu em mim
Ou uma forma de me ser em ti
Eu deixarei de ser sacrifício
E passarei a ser andorinha.
Stefano G. Machado
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
As armadilhas
Enquanto eu me concentrava no que diz respeito entender, nada fazia sentido
Tudo era pra baixo, tudo era pra cima
Nada era
As calotas do meu coração, outrora condensado. Agora derretam suavemente e debruçam-se sobre o medo
Meu coração degelando-se
Minha alma em chamas
O primeiro sinal de que a qualquer momento coisas novas irão assustar
Aparecer
Te fazer sentir
Te fazer perder a cabeça
Usá-la pra fazer embaixadinhas
Encestá-la duas vezes e correr pra o abraço
Daqueles que não tem hora pra acabar
Aí. Olha o fundo sem luz...
Só escuridão
Só...
Até eu chegar a você
E ficar só nós, a lua e o mar.
Stefano G. Machado
Tudo era pra baixo, tudo era pra cima
Nada era
As calotas do meu coração, outrora condensado. Agora derretam suavemente e debruçam-se sobre o medo
Meu coração degelando-se
Minha alma em chamas
O primeiro sinal de que a qualquer momento coisas novas irão assustar
Aparecer
Te fazer sentir
Te fazer perder a cabeça
Usá-la pra fazer embaixadinhas
Encestá-la duas vezes e correr pra o abraço
Daqueles que não tem hora pra acabar
Aí. Olha o fundo sem luz...
Só escuridão
Só...
Até eu chegar a você
E ficar só nós, a lua e o mar.
Stefano G. Machado
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Quando me tornei aporético?
Eu sentado em milhões de anos
Milhares de Deuses
Centenas de religiões
Dezenas de verdades
Nunca ergui meu medo como bandeira
Contemplo a dúvida, mas não perco a fé
Contemplo o sonho. É o real?
Onde despi as minhas sandálias
Ganhei as dores de um caminho cético.
Stefano G. Machado
Milhares de Deuses
Centenas de religiões
Dezenas de verdades
Nunca ergui meu medo como bandeira
Contemplo a dúvida, mas não perco a fé
Contemplo o sonho. É o real?
Onde despi as minhas sandálias
Ganhei as dores de um caminho cético.
Stefano G. Machado
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